5 de abril de 2012

Sacolas plásticas, Copa e hipocrisia


Dias atrás, na hora de pagar as compras num supermercado, a moça do caixa me informou que não havia mais sacolas plásticas “gratuitas”, apenas as ecologicamente corretas, que são biodegradáveis e etc. Saí de lá pensando: como um cidadão, que após o trabalho, tem de passar em um mercado para comprar o jantar consegue levar as compras para casa se não quiser – e tiver que! – pagar?
Estamos numa era do “politicamente correto” que chega a dar enjôos. Tudo hoje em dia é sinal de desrespeito e violência, amparado por visões distorcidas da Psicologia que, infelizmente, são reforçadas por psicólogos de duvidosa vanguarda. O curioso é que o Brasil é um país acostumado com esse tipo de coisa. Exemplos: não se usa mais o termo “negro” para se referir a alguém negro (tirando, claro os próprios negros que só se referem a si mesmos como “negões”, o cantor e vereador Netinho de Paula, não me deixa mentir); violência infantil virou “bullyng” (deve ser porque o termo em inglês mostra mais seriedade); qualquer tipo de piada é motivo de processo e por aí afora.
Acalme-se bom leitor, não estou fazendo apologia à nada. Sou terminantemente contrário a qualquer tipo de racismo ou intolerância. O que eu quero dizer com isso é que vivemos uma época de se “tapar o sol com a peneira” gigantesca. A construção de estádios absurdamente caros para a Copa do Mundo, enquanto faltam ambulâncias em hospitais, nos dá algum indício disso.
E então, o que acontece? Tenta-se mostrar para o mundo que somos um país desenvolvido, moderno, preocupado com as questões importantes. Entre elas, o meio-ambiente. Particularmente, eu acho que tudo isso não passa de uma “jogada de marketing” perfeitamente arquitetada pelas grandes corporações. Quem lê essas linhas pode se perguntar: Afinal, do que esse texto trata? E a resposta é muito simples: hipocrisia.
Vejamos: a Copa é daqui a dois anos, e não temos hotéis, aeroportos, nem mesmo os estádios nós temos. Entretanto, todo o espetáculo acabará uma hora, mas e depois? O que acontecerá com todas essas obras feitas com o dinheiro arrecadado do contribuinte? Será mesmo que o Brasil tem condições de receber o maior evento esportivo do mundo? Se o próprio povo brasileiro é roubado até mesmo em simples sacolas plásticas, o que acontecerá com os pobres estrangeiros, que precisam de táxis, restaurantes e por que não, hospitais? Ou alguém aí acha que durante o período dos jogos ninguém utilizará serviços como esses?
Nem mesmo um show musical somos capazes de receber, como aconteceu dias atrás no Estádio do Morumbi, que foi palco para diversas atrações, entre elas: Rogers Waters, flanelinhas cobrando R$150,00 por uma vaga e, fechando com chave de ouro, um arrastão com direito a tiroteio, imagine o mundo com os olhos voltados para cá.
Parece absurdo pensar que um texto que começa falando de sacolinhas plásticas vá parar na construção de estádios, mas o que é o Brasil atual se não um absurdo? Ouço vozes me dizendo que eu deveria ponderar mais, afinal, sacolas biodegradáveis são mais limpas e ajudam o nosso planeta. Pode até ser, mas o que será que aconteceu com o restante de sacolas já prontas e que não serão mais usadas? Devem estar em algum depósito esperando seus 300 anos para se decomporem.
Sabe o que é mais engraçado? É que querem impor uma cultura no brasileiro, em nome do já falado “politicamente correto”, a qualquer custo. É mais ou menos, como querer erguer uma casa começando-se pelo telhado. Acredito que, ao invés de se tentar implantar uma cultura que não nos é comum, o que representa uma infantilização do povo, poderia ser feita uma coleta seletiva de lixo verdadeira. Afinal de contas, pode-se fazer muitas coisas com o plástico reciclado, até mesmo camisetas. O ciclo conformista seria quebrado, com algum benefício: aqueles que não têm o que vestir; os consumidores (que poderiam continuar usando suas sacolas para outras finalidades) e até mesmo, nosso Governo, sempre tão preocupado com as questões mais básicas da população. Mas, isso não daria lucro, ao contrário, custaria para os cofres públicos, não é mesmo? Então é melhor banir as sacolinhas como se elas fossem culpadas por toda a catástrofe ecológica mundial do que se pensar em algo efetivo.
Por fim, paguei minha sacola “amiga do verde” a contragosto.

20 de março de 2012

O preconceito masculino perante os sentimentos


Diz-se o tempo todo por aí que ser mulher é muito difícil. Que o universo feminino é complexo e que elas não sabem o que querem. Proponho uma inversão: por que não falar da problemática masculina? Ser homem atualmente é muito complicado, pois, com essa história das “mulheres não saberem o que querem”, eles sentem-se perdidos em relação à elas.
Vejamos, desde os primórdios da Humanidade, à fêmea cabe o papel de cuidar, ou seja, ficar na caverna esperando o macho trazer a caça, disso podemos concluir – genericamente, claro – que, ao macho cabia a tarefa de manter. Mas, será isso verdade? Parece-me mais que quem cuidava era o macho, ficando para a fêmea o papel de amparar, manter, ou seja, o contrário. O macho cuidava para que não faltasse alimento e que nenhum outro macho viesse roubar-lhe a fêmea. Se seguirmos na linha do tempo, o homem-macho continuou cuidando de seu bando, que passou a ser chamado de família: administrando a casa, dando ordens e utilizando-se da mulher-fêmea para lhe dar um “filho varão”. O mais impressionante é que podemos falar de tempos remotos, fim do século XX ou início do século XXI e ainda vamos encontrar homens que acreditam em verdades como essas. Vide o filme nacional “Dias e Noites”, que conta a história de uma mulher subjugada pelos homens nos anos 1950, 1960 e 1970, e o caso do marido afegão que matou a esposa por dar à luz somente filhas mulheres, no final de Janeiro de 2012. Ambos, casos reais.
Ora, o Feminismo, movimento social, filosófico e político que tem como meta direitos iguais e uma vivência para as mulheres liberta de padrões baseados em normas de gênero, deixou os homens desnorteados. Isso tudo porque o Feminismo “empurra” os homens para um outro lugar. O Feminismo vem justamente desmintir a afirmação de que as mulheres não sabem o que querem, mas a grande verdade é que os homens não sabem o que as mulheres querem. Nem o contrário.
Em conversas não é raro ouvir mulheres reclamando dos homens: se são muito distantes e não falam do que sentem, são taxados de “racionais”, “frios”, por outro lado, se são mais sensíveis, se se emocionam vendo um filme, por exemplo, recebem o título de “mocinha”, como já ouvi inclusive em consultório.
Daí meu pensamento inicial de que os homens tem preconceito em falar sobre os próprios sentimentos, tudo isso porque a cultura incentiva o homem a ser “durão”, “machão”, e a mulher, frágil e emotiva. Homem que é homem não chora, homem que é homem não fala de sentimento. Terapia de homem é bar, balada e “pegação” de mulher.
Absurdos como esses, que vemos e ouvimos se devem, ao fato de muitas mulheres não terem entendido, e (principalmente) os homens aceitado, que estes também sofrem, choram e precisam de carinho. Homem algum perde sua masculinidade por ficar triste, por não querer beber ou não sair e beijar duas ou mais na mesma noite. Em outras palavras, homem algum perde sua masculinidade por se portar simplesmente como um macho, aquele que carrega algo no meio das pernas.
Penso que quando o homem aceitar sua condição de humano, frágil e incompleto, é que deixará de ser macho. Somente quando ele livrar-se de amarras sociais e perceber que precisa do Outro e que, assim como as mulheres, também “não sabe o que quer”, é que passará a sofrer menos.

2 de março de 2012

Sexo


Para minha agradável surpresa, muitas pessoas vêm até mim dizendo que gostam do que escrevo, outras dizem que não concordam muito com minhas opiniões, outras ainda que não se sentem à vontade para comentar. A partir disso tracei uma paralela com o assunto do texto de hoje: alguns gostam, outros nem tanto, mas principalmente, muita gente ainda não se sente totalmente relaxada para falar sobre sexo.
Um amigo psicólogo, sempre que ia dar uma palestra, confirmava isso. Dizia ele: “Vamos fazer uma brincadeira: todos com a mão na boca; agora, com a mão na barriga (...); agora com a mão nos genitais!”. E a plateia sempre ruborizava. Então ele perguntava: “Ora, vocês não têm?”. Falar sobre sexo nem sempre é fácil, é verdade, mas será que justamente por não se falar dele é que atualmente cada vez mais meninas engravidam precocemente? Será que “esconder suas vergonhas” é o mesmo que dizer “não faça nada disso”? O sexo é tabu e por isso não se fala dele?
Penso que é justamente o contrário. Por não se falar em sexo, é que ele ainda é tabu. Poderíamos pensar no sexo como algo animalesco, instintivo, até mesmo da ordem do necessário ou poderíamos pensar nele como algo sublime, um encontro de almas, onde cada um se entrega ao outro de forma total e intensa. Qual será a maneira correta de se pensar e principalmente, falar, sobre sexo?
Os mais puritanos pensarão que eu sou a favor de uma exposição descontrolada, que devemos ensinar sexo à criancinhas, mas não é nada disso. O que proponho, até mesmo para início de conversa, é a desmistificação do sexo. Em outras palavras, acabar com essa hipocrisia toda que o rodeia. Sabem por quê? Se você perguntar a um jovem (rapaz ou moça) virgem, se ele sabe fazer sexo, ele dirá que sim. E é verdade. Ninguém ensina o outro a transar, mas podemos ensinar aos nossos jovens a se perguntarem os motivos para se transar. Estranho não? Como é que se ensina alguém os motivos para o sexo? Aí que está, não se ensina, mas, se seguirmos o pensamento da desmistificação do sexo, será mais fácil do jovem se respeitar, no sentido físico e principalmente, psicológico.
O Carnaval que passou há pouco nos mostra isso, tanto que a Prefeitura da minha cidade, São Bernardo do Campo, distribuiu preservativos para a população, ou seja, não se conscientiza ninguém para os malefícios de uma noite de sexo sem sentido, apenas se previne de uma possível gravidez. Eu me pergunto: Será isso, de fato, uma prevenção?
Já escuto alguns dizendo: “Que bobagem! Nada melhor do que uma noite de muito sexo sem compromisso!” Bom, pode até ser, mas depois que o efeito da bebida tiver passado, as luzes se apagado (ou no caso, acesas) e todo o falso romantismo acabado, muita gente se sentirá só, com um nó enorme no peito, sem conseguir dar um nome para isso.
Não! Eu não acredito que sexo só exista com quem a gente ama, também não acredito que todos se sentirão vazios depois de transarem com um desconhecido, ou até mesmo um conhecido, numa “amizade-colorida”. Mas eu acredito que deveríamos sim, trazer a discussão, sem preconceitos ou piadinhas para o centro da mesa. Como diz aquela velha frase, que concordo, por sinal: “Sexo é vida”. Muito bem, se sexo é vida, por que não discutí-lo como algo que merece a pena ser levado a sério?
Criancinhas não precisam de contato com sexo, mas são muito mais sexualizadas do que a gente pensa, principalmente pelos próprios pais. Mas isso já é outra conversa...

30 de janeiro de 2012

Ansiedade


Fui desafiado. A frase, que foi uma proposta, soou-me taxativa: “Escreva sobre a ansiedade”. Pensei que seria um tema a mais, afinal, já falei sobre outros assuntos, pois é, pensei que seria fácil.
Falar sobre a ansiedade é estranho, pois me provocou justamente esse estado. Desde que fui solicitado a escrever sobre isso, tenho andado ansioso, sem saber direito por onde começar. Mas, o que é a ansiedade, afinal?
Poderia falar sobre a farmacologia com seus ansiolíticos e benzodiazepínicos e explicar suas causas, efeitos e reações. Todavia, esse blog não busca entender como o corpo reage diante das sensações, mas sim, como essas sensações cotidianas podem ser explicadas à luz da Psicologia e Psicanálise e como nós as entendemos. Desta forma, aproximo-me, mais uma vez, dos filósofos.
Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, dizia que a vida, por não ter sentido algum, é necessariamente sinônimo de sofrimento. Para ele, a vontade de “vencer na vida” gera uma angústia (que vamos entender como ansiedade), ou seja, a própria vontade é um mal. Ele dizia também que os momentos bons da vida, não passam de pequenos intervalos frente à infelicidade iminente.
Usando a mesma base que Schopenhauer, outro filósofo alemão, Friedrich Nietzsche chegou a uma conclusão muito interessante. Ele dizia que de todos os povos da Antiguidade, os únicos que souberam melhor lidar com a questão do sofrimento e da tragicidade humana, foram os gregos. Por quê? Porque, para Nietzsche, a sociedade grega foi concebida no princípio do equilíbrio, isto é, controlando-se os excessos, poderíamos viver de tal maneira que os nossos instintos (ou pulsões, como diria Freud) e paixões fossem controlados. A paixão entra aqui como sinônimo de tudo aquilo que nos leva à loucura, ao delírio. Entretanto, foi necessário criar um dispositivo para amenizar aqueles que tinham maior dificuldade de encontrar o equilíbrio. É aqui, então, que a arte entra, como catarse. Assim surgiram as famosas tragédias gregas, como meras representantes da angústia, do vazio e da tragicidade da vida. Nietzsche ainda vai dizer que é necessário desviar por um instante os olhos de nossa própria indigência, colocando um pouco mais de alegria na vida e que, era essa, a função da arte.
Já para o maior representante da corrente existencialista, Jean-Paul Sartre, a angústia surge no momento em que o homem se dá conta de que é livre. Para Sartre, essa liberdade não passa de uma condenação, pois sempre haverá uma escolha. É mais ou menos como Hamlet diria: “Ser ou não ser”.
Freud estudou a fundo o problema da angústia e em sua análise do aparelho psíquico, concluiu que a angústia se dá quando o Eu (que podemos chamar de consciência) não consegue um “acordo” entre o Id (pulsões, desejos) e o Supereu (instância repressora, formada especialmente pela cultura). O Eu fica, portanto, buscando um equilíbrio entre essas partes do psiquismo e, também, entre o sujeito e o social. Claro que esse estudo é muito mais profundo e complexo, mas isso é apenas a porta de entrada da linguagem psicanalítica. A angústia, usada aqui para explicar a ansiedade, tem suas diferenças físicas, psíquicas e sociais, entretanto, quando se entende uma, a outra já não parece tão distante.
Para concluir, a figura que ilustra o texto de hoje chama-se “Ansiedade” de Edvard Munch, pintor norueguês que viveu de 1863 a 1944.
Mirian, me senti desafiado e espero que tenha respondido à altura

23 de janeiro de 2012

O vazio nosso de cada dia


Depois de prolongadas e (confesso) merecidas férias, retorno para este humilde blog que reflete sobre as questões cotidianas. Não só as questões mais “importantes” como o sentido da vida, quem somos nós ou como diriam os filósofos, questões existenciais.
Não, volto para falar também de questões não menos importantes: a chuva que assolou Minas Gerais e Rio de Janeiro; o navio Costa Concórdia que naufragou na Itália; os assassinatos que vemos todos os dias na televisão, enfim, só não falo de assuntos que julgo não haver importância, como o retorno de uma garota do Canadá ou um suposto estupro em rede nacional.
Prefiro me manter afastado desse popularismo e questionar outras coisas, por exemplo, o Réveillon. Cada ano que termina, ou que começa, é sempre a mesma coisa, muitos votos de saúde, paz, prosperidade (palavra muito usada e pouco entendida), entretanto, o que nós fazemos para que o ano seja de fato melhor do que aquele que terminou?
Será que de certa maneira não esperamos uma mágica, uma coisa fantasiosa de que tudo se resolva sozinho? O que fazemos para sermos mais prósperos? Ou termos mais paz?
É isso que me intriga. E para isso vou usar um exemplo real: a chuva que destruiu algumas das cidades históricas de Minas.
Vendo algumas entrevistas dos moradores, percebi que a culpa é sempre depositada no Governo, usando aquelas velhas frases prontas: “Pagamos os impostos e é nisso que dá”; “O Governo não ajuda a gente em nada” e etc.
Bem, antes que alguém diga que sou a favor do atual Governo, quero apenas esclarecer que não acredito que os governantes possam fazer chover em 15 dias o esperado para dois meses, porém, não sou tão ingênuo a ponto de achar que o Governo não deva se prevenir de certas catástrofes.
O que quero dizer com tudo isso é que me impressiona o fato de tão pouco tempo ter se passado e as cidades ainda estarem “tirando o barro”, e já sermos chamados por uma propaganda de cerveja para curtirmos a folia do Carnaval em Ouro Preto! Muitos dirão que é porque o povo brasileiro é trabalhador e está sempre de bem com a vida. Eu chamo de outra coisa: imbecilidade crônica.
É só perguntar para alguém que teve o comércio, a casa, a família destruída se ele irá festejar o Carnaval. Dificilmente, não é mesmo? Mas então, quem festejará esses quatro dias de libido a flor da pele, ou como diria uma colega psicanalista, “a festa do id solto”. Apenas um parêntese, o “id”, segundo a Psicanálise, seria a parte mais selvagem, mais instintiva do ser humano.
Penso que quem festejará esses dias, seja em Ouro Preto ou em qualquer outro lugar, é sempre um forasteiro. Forasteiro no sentido de quem vem de fora. Por que se preocupar com a destruição causada pela chuva na cidade? Nós vamos, festejamos, dançamos, bebemos, sujamos e vamos embora. É como se o Carnaval proporcionasse, por um tempo, uma suspensão dos problemas.
Essa suspensão, acredito eu, se deva ao fato da sociedade enfrentar um vazio muito grande atualmente. E como esse vazio é insuportável, criam-se dispositivos para amenizá-lo. Mas, alguém dirá: “Isso é uma bobagem! O Carnaval existe há séculos!”. Sim, e disso podemos concluir duas coisas.
A primeira é: nem sempre o Carnaval foi essa desordem, muito pelo contrário, os antigos bailes de máscaras da Europa Ocidental, eram festas perfeitamente planejadas e não se via ninguém sem roupa. Então talvez, se tenha perdido o verdadeiro sentido da festa, ou ainda, como os bailes eram só para a elite, ficava mais difícil de se entregar totalmente ao espírito da festa, afinal não iria ser nada legal, ser visto pela corte como “alguém sem limites”.
E a segunda coisa que podemos concluir é: talvez justamente esses bailes servissem para suprir um pouco a angústia dos participantes frente às quedas e subidas ao trono tão constantes, com a nobreza sempre esbanjando e o povo passando fome.
Será que são tão diferentes esses bailes de máscaras do século XVI e XVII dos carnavais que vemos hoje? Uma classe dominante jogando dinheiro fora e um povo que sofre, porém, por quatro dias, celebrando igualmente o vazio.
De qualquer forma, feliz 2012 e já adiantando, um bom Carnaval a todos!